Estive quase para a acabar com este velhinho blogue. Niguém o vê. Nem eu o vejo. Seja por falta de tempo, por o facebook ser mais fácil ou por outra razão qualquer o mar me quer passou a ser mais uma daquelas páginas do blogspot (entre tantos outros) que se mantém no ar porque alguém num servidor qualquer ainda lhe reserva o espaço. Mas enquanto não sou eu a ficar velhote e porque os clássicos não passam de moda... aí vai novo folego para o velho mar me quer.
Talvez porque ninguém o veja até valha mais a pena retomar. Noutro dia mostrei-o aos meus filhos. Gostaram! Eu gostei que gostassem. Vam'lá! Ai fambi!
O filme The Power of One (O Poder de um Jovem) tem a mais profunda e comovente banda sonora de filmes sobre África. Conheci-a muito antes de ver o filme. Foi feita por Hans Zimmer, com contributos tão importantes como de Lebo M. - com quem trabalhou mais tarde no Rei Leão -, Johnny Clegg ou o misterioso The Bulawayo Church Choir).
Gostar de uma música é uma coisa. Ter uma música (ou uma obra) como parte integrante da banda sonora das nossas vidas é outra coisa completamente diferente. A banda sonora do filme The Power of One é um desses discos. Consegui finalmente encontrar um LP em vinil (maravilhas da néite). Que som... fecho os olhos e estou lá.
A obra completa, aqui em baixo:
YouTube: Soundtrack: The Power of One full score - Hans Zimmer
Em baixo uma versão ao vivo de The Rainmaker.
YouTube: The Rainmaker & Power of One (Kokopelli Choirs)
Não sei por que vamos ao baú. Vamos buscar memórias. Passadas mas ainda vivas. Lembro-me do dia em que tirámos esta fotografia. Chegávamos ao Maputo para dois meses de Missão. Estávamos no Escorpião, o melhor restaurante do mundo. Tem o melhor naco na pedra que existe e nessa noite comi dois e meio (recorde pessoal) com as sobras que chegavam de uma mesa grande cheia de voluntários que dali patiriam para os quatro cantos de Moçambique. Mecanhelas, Inharrime, Chiúre, Pemba. Eu fiquei ali mesmo, no Maputo, no Orfanato de Lhanguene. Ainda bem que temos um baú. Mais aqui, só para assinantes.
Fui jornalista do Diário Económico. No DE aprendi muito e cresci como profissional. Tenho muito orgulho de ter assinado textos no jornal com papel cor de salmão. Mas tenho ainda mais orgulho nos excelentes profissionais que aguentaram (e ainda aguentam) um dos títulos mais importantes da nossa Comunicação Social e, portanto, da nossa Democracia. Torço para que o nosso DE volte ainda mais forte desta crise e continue a desempenhar o seu papel central no jornalismo português.
Aqui, a nota que dá conta do fim da edição de papel do Diário Económico.
Imagem de rosto do 'Mar me quer' cedida por Bernardo SC
Chapas
Inhaca - Namaacha, Moçambique 2001
Namaacha, 2001 (AVP) e (Ingrid)
Ilha de Moçambique (AVP) e Pemba, 2002 Moholoholo, África do Sul, 2005 (AVP)
Murchison Falls, Uganda, 2006
Murchison Falls, Uganda, 2006
Entebbe, Uganda, 2006
Eu, há muitos anos
Pemba 2002 Momemo 2003 (Moçambique) e Gambozinos 2005 (Ponte de Lima)