PARALLEL PLENARIES: OPENING SESSIONS: In a panel discussion on the difference PAs have made in their lives, Greg Carr, Gorongosa National Park, Mozambique, shared his experiences in recent restoration efforts in the park, emphasizing the importance of engaging with communities adjacent to PAs while protecting the integrity of park borders. He described natural recovery processes after 30 years of war and resource depletion, saying “we should not give up hope” since nature has a phenomenal capacity to “heal itself.” Tirado daqui.
Já lá vai pelo menos um mês e meio mas ainda assim valerá a pena falar dos principais momentos do Congresso Mundial de Parques organizado pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais ou na sigla em inglês por que é mais bem conhecida, a IUCN (International Union for Conservation of Nature). Making long story short, ponho aqui alguns excertos do discurso de Zhang Xinsheng, presidente da IUCN, que acabou por marcar o tom (aliás esperado) do congresso. O video com a sessão de abertura está aqui e o discurso na íntegra está acoli.
"A decade ago we gathered in Durban, South Africa, under the patronage of the late Nelson Mandela, and carried away the flame of a promise. This shared promise takes many forms, with countless unique names, in every language. We know it simply as a ‘protected area.’(...) We should celebrate that since the last World Parks Congress, the number of protected areas has doubled. More than 200,000 extraordinary landscapes and seascapes cover 15% of land and 3% of the oceans. Looking back, the number marks progress. Looking ahead, it sets us on the right path. Under the Convention on Biodiversity nearly 200 nations set a 2020 target to achieve protection for at least 17% terrestrial and 10% of marine areas. But quantity alone is not enough. If it were, we could just draw lines on maps until we reach our goal. But our ultimate goal, our shared promise, involves far more than numbers or scale -- it is a just world that values and conserves nature.
To achieve that goal, we need to match quantity with quality. More parks, yes. But also better parks: more ecologically representative, better managed, durable and inclusive".
Nota: Na sessão de abertura foi ainda lembrado Nelson Mandela e este discurso no Congresso Mundial de Parques de Durban, em 2003 bem como algumas palavras sobre os 6 parques transfronteiriços sul-africanos no qual é destacado o Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo.
Sblhlabla, ou selva em Shironga ou Ronga*. Afinal onde é a selva? É cá ou lá ou ali? Eles ou nós? Eles somos nós, esta é esta a civilização. "Mas o que se passa mesmo connosco, seres humanos? Porque achamos que temos o direito de exterminar todas as demais espécies? Porque é que os supostos conflitos homem - animal terminam quase sempre na morte do animal? Todos os membros de uma família de leopardos que circulava pela Macaneta, Marracuene**, conheceu o mesmo destino - a MORTE! Não se conjunturou salvar e transferir estas espécies para áreas apropriadas.
Qualquer dia só veremos grande parte das espécies de fauna e flora na televisão, na internet ou nos livros. Que Planeta queremos entregar aos nossos filhos? E que Planeta terão os nossos netos? Um dado é certo: a riqueza material não se come!" de Carlos Serra, via Debates e Devaneios.
*Língua moçambicana, a sul do Save
**Fica a poucos quilómetros da capital Maputo
Também do safari moçambicano de 1955 saiu este leão directamente para a capa da primeira edição inglesa da obra de referência de Peter Beard, The End of the Game. Um verdadeiro panthera leo moçambicanus (!), tirada num mato da Gorongosa.
Fui-me apercebendo aqui e ali que hoje é (foi) dia mundial da fotografia. Vai daí lembrei-me de ir buscar umas chapas bem antigas do primeiro Safari de Peter Beard em África, mais precisamente em Moçambique. Não sei exactamente por onde cirandou mas sei que pela Gorongosa passou. Muito provavelmente são de lá estas fotografias trabalhadas depois com pintura ao seu estilo bem demarcado. Preciosidades.
Fonte das chapas: christies.com
Mais informação:
Peter Beard + Quentin Keynes, Mozambique, 1955
polaroid d'époque réhaussé signé, daté et inscrit à l'encre 10.5 x 14.5 cm. (4 1/8 x 5¾ in.)
Reportagem da National Geographic e da RTP sobre o projecto de recuperação do Parque Nacional da Gorongosa pela Fundação Gregory C. Carr. Ver o video aqui.
O biólogo e ilustrador científico português, Fernando Correia, desenhou quatro selos (de um conjunto de doze) de uma emissão do United Nations Postal Administration (UNPA). O tema da coleção é dedicado a espécies em vias de extinção tendo o ilustrador da Universidade de Aveiro desenhado o tapir-da-Malásia, o lêmure mongoz, o gato-de-cabeça-chata e o aye-aye (Fonte: portodefuturo.blogs.sapo.pt).
Impalas, leopardos e outras 40 espécies (nem todas africanas) pelo ar e pelos tectos da Casa Andersen, no Porto. A colecção é do taxidermista Antonio Pérez Rodríguez, o cenário sonoro (?) de Manuel Cruz e Nuno Mendes e a iníciativa, segundo o Público, é da Universidade do Porto para assinalar o Dia Internacional dos Museus com a exposição Animais no Museu (ver mais aqui).
Um problema nem sempre fácil de resolver. E se a caça, desporto (?) que por consequência leva à morte animais poderá vir a salvar espécies que são ameaçadas por extinção devido exactamente a caça excessiva? É o que se está a passar na África do Sul e noutras partes do mundo. É o que acontece aos Toiros que são "conservados" porque há touradas ou dos simples frangos que vivem apenas para que haja churrascos. Vale a pena ver esta excelente reportagem de Louis Theroux . Ver também esta que o Nuno L. me enviou.
O Rei de Espanha, foi caçado em mais uma escapadela pelos seus súbditos... desta vez no Botswana, não porque tenha matado um Rei da Selva (na foto um belo Cambaco) mas por se ter ferido no lombo, vulgo bacia. Agora, na Selva mediática o indigenato começa as acusações... por não ter dito que ia, por matar animais selvagens, etc... por que no se calan?
Do livro que comecei a ler hoje: "Zara's Tales", de Peter Beard. Nota: As manchas que se podem ver na imagem são um efeito decorativo propositado. É que já duas pessoas me perguntaram se se tratava de um livro antigo... Compreio-o, novo, em Março ou Abril do ano passado.
Que imagem... não sei donde a tirei. Desculpas a seus legítimos proprietários. E mais uma música. Qualquer dia ninguém visita este blog de tão pesado que está... mas não resisto a pôr mais esta... mil perdões. Talvez tenha que sacrificar o vídeo. Quando o cobertor é curto...
A não perder, na próxima edição da National Geographic (Fevereiro):
«Desgosto no Serengeti: Para os masai, o Serengeti é o local onde a terra nunca mais acaba, a fonte da prosperidade agrícola e a reserva hídrica que permite abastecer há séculos seres humanos e animais domésticos. Sob protecção desde meados do século XX, a planície do Serengeti atravessa agora uma nova fase: fora das áreas protegidas, começa a faltar espaço para as comunidades locais, cujos interesses esbarram com os dos promotores do turismo de vida selvagem».
Texto de Robert M. PooleFotografias de Randy Olson»
Imagem de rosto do 'Mar me quer' cedida por Bernardo SC
Chapas
Inhaca - Namaacha, Moçambique 2001
Namaacha, 2001 (AVP) e (Ingrid)
Ilha de Moçambique (AVP) e Pemba, 2002 Moholoholo, África do Sul, 2005 (AVP)
Murchison Falls, Uganda, 2006
Murchison Falls, Uganda, 2006
Entebbe, Uganda, 2006
Eu, há muitos anos
Pemba 2002 Momemo 2003 (Moçambique) e Gambozinos 2005 (Ponte de Lima)